27 de agosto de 2010

Contatos de 4° Grau (The Fourth Kind)!

> Em uma pequena cidade do Alasca são reportados misteriosos casos de contatos entre humanos e seres extraterrestres. Desde a década de 60, várias pessoas desaparecem em Nome, e depois do desaparecimento de seu marido, a psicóloga Abgail Tyler (Mila Jovovich) resolve investigar mais afundo sobre os ocorridos. Abgail consulta três pacientes que dizem ter passado pela mesma experiência com ‘os seres’ e grava suas sessões onde eventos bizarros acontecem. O filme no início diz ser baseado em fatos reais.
> A maneira como o filme se desenvolve é de certo ponto interessante, o filme começa com a ‘real’ doutora Abgail em uma entrevista a um programa de televisão narrando os acontecidos e mostrando (durante o filme) as supostas reais gravações feita por ela durante a ‘consulta’ de seus pacientes. Talvez as imagens reais sejam a única coisa que desperte a curiosidade de quem assiste para continuar com o filme. O filme em si é fraco e poucas vezes consegue assustar, e as cenas que eram para ser baseadas nas ‘reais’ (as cenas reais e fictícias dividem a tela algumas vezes) não ficam muito parecidas, talvez se uma semelhança entre elas fosse maior, o filme ganharia uns ‘pontinhos a mais’. Nas cenas em que eram para causar medo, o tédio aparece, não se vê absolutamente nada dos extraterrestres, sempre, tantos nas cenas reais como nas do filme, quando aparece um ser de outro planeta as imagens falham por causas de interferências.
> ‘Contatos de Quarto Grau’ é um daqueles filmes em que se espera algo inovador, ou até comum mas que cumpra o esperado, porém decepciona em vários sentidos.
> A direção do filme é do americano Olatunde Osunsanmi.

25 de agosto de 2010

Direito de Amar (A Single Man)!

> George Falconer (Colin Firth) é um professor universitário homossexual que tentar seguir sua vida depois de um trágico acidente de carro que matou seu companheiro. Após 16 anos de relacionamento sua vida só já não parece ter mais sentido, mas entre suas lembranças do passado e tristezas do presente ele vê que o futuro ainda pode reservar algo para si. O filme é baseado em um livro do autor Christopher Isherwood e é o primeiro trabalho no cinema do estilista Tom Ford.
> Colin Firth recebeu sua primeira indicação ao Oscar por ‘A Single Man’, depois de alguns trabalhos pequenos que não permitiam que ele mostrasse todo seu potencial como ator. Julianne Moore vive Charlotte, uma amiga e antigo caso de amor de George que, assim como o professor, deixou a Inglaterra para ir aos EUA. Tanto Colin Firth como Julianne Moore estão excelentes em seus personagens, eles são transparentes em todas as cenas e fazem com que o filme não se torne apenas bonito visualmente. Nicholas Hoult, um jovem ator britânico que já interpretou diferente tipos de papéis em sua carreira, é Kenny Potter um aluno de George que demonstra um certo ‘interesse’ no professor.
> A fotografia do filme e a trilha sonora são impecáveis. ‘Direito de Amar’ é um filme marcado pela riqueza de detalhes e pelo capricho da direção de Tom Ford, que mostra ter um estilo bem construído. Por ser um filme que aborda o homossexualismo, em certas partes (talvez intencionalmente,) o filme é impreciso com algumas idéias.
> ‘Direito de Amar’ concorreu a 3 Globos de Ouro nas categorias Melhor Ator – Colin Firth, Melhor Atriz Coadjuvante – Julianne Moore e Melhor Trilha Sonora.

23 de agosto de 2010

Kick-Ass - Quebrando Tudo (Kick-Ass)!

> ‘Kick-Ass’ conta a história de um estudante que tem a idéia de dá uma mudança na sua vida real e se tornar um super-herói. Usando o nome de Kick-Ass (em uma tradução livre de uma expressão não usada no Brasil: “Chuta-traseiro”) ele não se sai muito bem em sua primeira ‘missão’, onde é bastante agredido por bandidos e a por consequência disso ganha mais experiência e resistência. O herói ganha fama porém acaba se envolvedo com gente muito poderosa que fará de tudo para acabar com ele.
> O filme é naturalmente fantástico e sem esforços se tornou um sucesso. ‘Kick-Ass’ consegue explorar o universo de heróis com um olhar mais voltado para a realidade possível. Muita violência, muita explosão, muito sangue digital, a ação é um elemento essencial do filme, consegue ser mais frenético que muitos outros filmes de ‘ação’. O exagero de cores, de movimentos de lutas e o humor rude, fazem lembrar alguns filmes de Tarantino.
> O elenco é sensacional. O ator que interpreta o Kick-Ass é Aaron Johnson já fez alguns trabalhos e nesse filme é sabe como trasnparecer todas as idéias e sentimentos do personagem apenas pelas expressões. No filme existem outros heróis pela cidade, Red Mist e Big Daddy & Hit-Girl. Red Mist é interpretado por Christopher Mintz-Plasse, conhecido pelo seu personagem McLovin em ‘SuperBad – É Hoje’; Big Daddy (pai da personagem Hit-Girl) é vivido por Nicolas Cage; Hit-Girl merece uma atenção especial, é interpretada pela jove atriz Chloe Moretz (500 Dias com Ela) e rouba as cenas do filme, primeiramente pela violência por ela exercida e pelos palavrões que ela diz – chega a ser irônico uma menina da idade dela falando tais palavras e fazendo tais atitudes –, mesmo sem nenhuma inocência, Hit-Girl é uma personagem carismática e peça fundamental em alguns momentos do filme. Chloe é uma menina que tem um grande potencial, e se seguir com papéis como os que ela têm feito se tornará uma atriz muito importante. Mark Strong (Sherlock Holmes), um ator inglês muito popular nos últimos anos, também está no longa.
> A direção de ‘Kick-Ass’ é de Matthew Vaughn (Stardust – O Mistério da Estrela) um diretor ainda pouco conhecido mas que tem idéias excelentes e que trabalha de maneira competente.

21 de agosto de 2010

Todo Mundo Quase Morto (Shaun of the Dead)!

> Conta a história de como Shaun (Simon Pegg), um homem de 29 anos que mora em Londres e não progride muito em sua vida – seja com a família, com o emprego ou com a namorada - , sobrevive com as pessoas que o rodeiam à um ‘epidemia’ de mortos-vivos que começam a surgir na cidade.
> A real intenção do filme não é fazer mais um filme de zumbi, e sim uma crítica à sociedade despretensiosa e passiva não só de Londres como de muitas outras grandes cidades. “Shaun of the Dead” segue o mesmo estilo da maioria de filmes de zumbis, tirando o fato de ser uma comédia, um grupo que sobrevive, mas um a um vão sucumbindo à ameaça. Porém o diferencial do filme é a maneira como isso acontece. A direção do filme fica por conta de Edgar Wright que tem total controle sobre todos os detalhes e consegue levar o filme da comédia ao ‘drama’ sem perder a mesma ‘linha de raciocínio’.
> O elenco inglês não é muito famoso, mas é a perfeita escolha para os personagens. Piadas de certo ponto inteligentes e referências a alguns elementos da cultura pop também complementam o diferencial do filme.
> O filme também pode ser considerado uma sátira aos filmes de ‘mortos-vivos’, pois existem sequências em que as cenas vistas parecem ser de outros filmes de zumbis, mas a idéia por trás é bem diferente, o final também diverge muito dos finais conhecidos nesse estilo de filme

20 de agosto de 2010

Ilha do Medo (Shutter Island)!

> O longa mostra a investigação do detetive Teddy Daniels (Leonardo DiCaprio) sobre o desaparecimento de uma paciente numa ilha que é usada como ‘hospital psiquiátrico’ de alta segurança. Porém depois de algum tempo na ilha, Teddy vai descobrir que está envolvido em um grande jogo psicológico.
> A história é baseada em um romance do escritor Dennis Lehane chamado ‘Paciente 67’ e se passa no ano de 1954. O fato de Martin Scorsese não ter trabalhado um filme de mistério antes foi um dos maiores pontos das críticas em ‘Ilha do Medo’, o diretor que costuma fazer filmes de dramas decidiu alternar nas escolhas e, ao meu ponto de vista, foi muito bem sucedido. Uma das coisas que mais me atraiu no filme foi o fato de já no início do filme os fatos importantes começarem a ser apresentados sem subjetividade. Talvez por não ser aquele tipo de suspense com cenas e cortes frenéticos não agrade à alguns, esse é o tipo de filme que ou você se agrada do todo, ou de nada.
> O elenco está todo na medida, além de DiCaprio no papel principal, o filme conta com a participação de Mark Ruffalo (Ensaio Sobre a Cegueira) que interpreta o parceiro de Teddy, Michelle Williams (O Segredo de Brokeback Mountain) que vive a esposa de Teddy, além de Bem Kingsley e Max von Sydow.
> Não entendi o real motivo do filme ser feito ou com qual intenção, mas ‘Shutter Island’ é um filme de técnica e potencial, denso, perturbador e de um final intrigante.

18 de agosto de 2010

Os Goonies (The Goonies)!

> Um grupo de amigos que estão prestes a se mudar de sua cidade, pois suas casas vão ser demolidas, se reúnem em uma espécie de despedida antes da mudança (quem se mudou muito quando criança deve entender) e no sótão da casa dos irmãos Mikey e Brand encontram um mapa de um tesouro escondido que pode impedir a demolição de suas casas e permitir que o grupo fique unido. Mas durante a aventura pelo tesouro, são perseguidos por uma família de bandidos italianos e recebem a ajuda do carismático Sloth!
> ‘Os Goonies’ é uma filme feito para crianças – é o tipo de aventura que toda criança já desejou ter um dia - mas conquista qualquer tipo de telespectador. O filme é empolgante, entusiasmante, apreensivo e engraçado. Os goonies são 4 crianças e 3 adolescentes que são super talentosos e que sabem dominar as cenas. O protagonista Mikey é interpretado pelo ator Sean Astin (O Senhor dos Anéis – Trilogia).
> A produção do filme (de Steven Spielberg) é deslumbrante, os cenários de grandes cavernas, armadilhas, navio pirata constroem ambientes espetaculares. O filme é escrito por Steven Spielberg (E.T. – O Extraterrestre) e Chris Columbus (Gremlins) e tem a direção de Richard Donner (O Feitiço de Áquila). ‘Os Goonies’ é um filme que marcou a geração dos anos 80 e até hoje é lembrado como um dos melhores filmes ‘infantis’ já feito. É a melhor aventura juvenil já feita!

16 de agosto de 2010

Os Mercenários (The Expendables)!

> ‘Os Mercenários’ , o título sintetiza muito bem, conta a história de um grupo de mercenários que parte para uma missão de tirar um general ditador do poder em uma ilha da América Latina. Os membros dos mercenários usam uma tatuagem escrita ‘dispensáveis’ que é a marca do grupo. O filme é dirigido e escrito por Sylvester Stallone, o elenco conta com os maiores nomes dos filmes de ação: o próprio Stallone, Jason Statham (que na minha opnião não demonstra um traço de qualquer emoção), Jet Li, Dolph Lundgren, Randy Couture, Steve Austin, Terry Crews, Mickey Rourke, Bruce Willis e uma pequena participação de Arnold Schwarzenegger. Com vários atores desse tipo é fácil de descobrir o ritmo do filme, e até tentar arriscar um final. A atriz brasileira nascida no México, Giselle Itié tem uma participação no filme como a filha do ditador que ajuda os mercenários.
> O filme, como um bom filme de ação, é marcado por violência e bastante explosão – a maiorias nas cenas gravadas no Brasil. ‘Os Mercenários’ é um pouco previsível em algumas cenas, mantém a linha da maioria dos filmes desses atores. É marcado também por aquelas piadinhas e tiradas rápidas, uma envolvendo a carreira de Schwarzenegger, enfim, é tudo aquilo que os fãs de filmes de ação querem ver, e é provável que nenhum outro filme reúna astros da ação dessa e de outras gerações como ‘Os Mercenários’ fez.

15 de agosto de 2010

A Origem (Inception)!

> O filme ‘A Origem’ conta a história de Don Cobb (Leonardo Di Caprio) que trabalha roubando segredos do subconciente das pessoas durante um tipo de ‘sono’ induzido, porém em meio a uma de suas missões ele falha e um ‘concorrente’ o contrata com o objetivo de, em vez de roubar, implantar um ‘pensamento’, para assim, a idéia se formar de maneira natural e o ocorrido passar despercebido de quem ‘sonhou’.
> Christopher Nolan (O Cavaleiro das Trevas) fica no comando do roteiro e da direção do longa e mantém-se no mesmo estilo de filmagem de seus últimos trabalhos, efeitos caprichados, edição de cenas impecável, e uma organização na sequências dos fatos que ele desenvolve como poucos; na verdade o único diretor que conseguiu trabalhar uma riqueza de detalhes com tamanha perfeição que me recordo foi Kubrick. O roteiro é muito bem desenvolvido e faz com que você ‘compre’ a idéia do filme desde a primeira cena. Os efeitos visuais são sutis e ao mesmo tempo deslumbrantes, os efeitos sonoros são bem impactantes e a incrível trilha sonora de Hans Zimmer consegue compor todas as intenções das cenas.
> A maioria dos filmes de aventura ou ação não precisam de um elenco bom ou de boas atuações, porém ‘A Origem’ está entre os poucos que têm um elenco que sem mostra relamente envolvido no projeto, Leonardo Di Caprio está com um de seus melhores personagens; Marion Cotillard é sempre delicada, intensa e ao mesmo tempo cativante; Ellen Page e Joseph Gordon-Levitt a pouco tempo eram promissores mas já conseguiram garantir seus lugares entre os ‘atores importantes’; o elenco também conta com Cillian Murphy, Ken Watanabe e Michael Caine.
> Antes de eu assistir algumas pessoas me disseram que o filme lembrava muito ‘Matrix’, mas isso não diminuiu minhas expectativas e me surpreendi com o resultado. Ao contrário de Matrix, ‘A Origem’ é um filme fácil de ser compreendido, requer apenas concentração dobrada, principalmente nos diálogos. ‘A Origem’ é sem dúvida um trabalho ambicioso, não sei se chega a ser um filme ‘revolucionário’(como foi dito por alguns), mas com certeza é um dos melhores do ano.

Chicago (Chicago)!

> A história se passa na década de 20 em Chicago e mostra a competição entre Velma Kelly (Catherine Zeta-Jones) e Roxie Hart (Renée Zellweger), assassinas que tentam sempre chamar a atenção da mídia para se tornarem famosas vedetes.

> Chicago é um dos melhores musicais já feitos. A edição de cenas e de som é quase impecável, assim como a direção de arte e a fotografia. As atuações de Catherine e Renée não deixam a desejar em nenhum aspecto. Merecem destaque atmbém os coadjuvantes Richard Gere e John C. Reilly, que dominam as se mostraran bons condutores de números musicais. Até mesmo Queen Latifah está em uma de suas melhores interpretações.

> Um dos diferenciais de Chicago foi a ideia que Rob Marshall teve de adaptar o excelente e criativo alteramento entre o mundo real e o mundo dos palcos - criado por Bob Foose em 'Cabaret', transformando as cenas musicais em um tipo de espetáculo, sempre que uma música se inicia, o ambiente muda para um palco onde há sempre uma sincronia e uma ligação da ‘cena’ real e da ‘cena’ musical – logo na primeira cena musical, percebe-se que o filme, dali para a frente se desenvolverá só o ponto de vista da personagem Roxie. Adaptar uma peça de sucesso mundial para o cinema de uma maneira tão fiel é uma ação arriscada, mas que se saiu muito bem sucedida.

> O filme é baseado em um musical homônimo da Broadway criado por Bob Fosse - que quando vivo, dizem, planejava dirgir uma adaptação de sua peça com Madonna no elenco. O roteiro de Bill Condon também ficou bem compreensível e trabalhado, conseguiu captar todas as idéias do musical (de teatro) e colocá-las no filme, o musical mostrou a perfeita sintonia entre um roteiro ágil e uma direção habilidosa. Chicago é brilhante, os números musicais são um show à parte e têm uma energia que se mantém até sua última cena.

Taxi Driver: Motorista de Táxi (Taxi Driver)!

> Conta a história de um jovem veterano da guerra do Vietnã, chamado Travis (Robert De Niro) que começa a trabalhar como motorista de táxi noturno e se depara com várias situações difíceis envolvendo diferentes tipos de pessoas, mazelas sociais, até um ponto em que se revolta com tudo e decide fazer algo a respeito, então começa a passar por uma ‘crise’ de personalidade. Perdido em suas ‘identidades’, se apaixona por uma mulher que trabalha na campanha de um senador, mas algumas decisões suas (de Travis) fazem com que o relacionamento não dê certo – o que motiva ainda mais as mudanças na sua vida.
> ‘Taxi Driver’ é uma das produções de Martin Scorsese e Robert De Niro que funcionam muito bem. O filme tem a especial participação também de Jodie Foster, que interpreta Iris, uma prostituta de 12 anos que chama a atenção de Travis por sua idade e por sua profissão.
> O filme é dirigido de uma maneira excelente, conta com algumas metáforas e alguns diálogos irônicos. A atuação de De Niro é uma de suas melhores. O filme não tem o objetivo de agradar a todos nem de se tornar popular, ele é despretencioso (embora não haja como tal) e tem a ‘função’ de crítica e de mostrar o 'olhar humano' de Scorsese mediante os problemas da sociedade, coisa que ele fazia muito bem porém, não tem feito muito ultimamente.
> O filme ganhou a Palma de Ouro de Festival de Cinema de Cannes e concorreu ao Oscar nas categorias Melhor Filmes, Melhor Ator (Robert de Niro), Melhor Atriz Coadjuvante (Jodie Foster)e Melhor Trilha Sonora Original!

À Prova de Morte (Death Proof)!

> É o longa de Quentin Tarantino no projeto ‘Grindhouse’. O filme, que também é uma homenagem aos filmes ‘B’, apresenta menos violência, menos exagero, mais diálogos e um enredo no mesmo nível do ‘Planeta Terror’.
> A história tem como ‘protagonista’o Stuntman Mike (Kurt Russell) que é um dublê inquieto que adora atacar garotas que viajam acompanhadas em um carro. O ataque se dá pelo carro dele que ele diz ser “À Prova de Morte”.
> O filme é cheio de referências àqueles da década de 70. A violência, a sensualiadade (mulheres e seus pés) e uma trilha sonora peculiar são elementos que Tarantino trabalha muito bem, e aqui ele repete a dose. Os personagens são, de certo ponto, tipificados mas também muito bem trabalhados. Alguns diálogos são cansativos e algumas vezes sem muita função. Apenas o Tarantino consegue transformar um filme que não tem uma idéia muito forte, em algo excepcional.
> Assim como ‘Planeta Terror’ o filme tem as falhas propositais e algumas cenas irônicas. O filme não é o melhor de Tarantino, mas acho qu ele também não tem esse propósito. O elenco conta com um time de mulheres que não são tão famosas, mas que são promissoras e que não fazem feio aqui, entre elas Rosario Dawson, Vanessa Ferlito, Tracie Thomas e Zoë Bell (dublê que trabalha em quase todos os filmes de Tarantino).

Planeta Terror (Planet Terror)!

> É o filme de Robert Rodriguez no projeto criado por ele por Tarantino chamado ‘GrindHouse’ que homenageia os filmes baratos que eram exibidos em cinemas ‘grindhouse’ americanos. O projeto é composto de um filme de cada diretor (À Prova de Morte é o filme de Tarantino), ambos são de 2007, porém ‘À Prova de Morte’ só chegou no Brasil em 2010. A história mostra um grupo de sobreviventes de um ataque ‘zumbi’ (criados por um tipo de arma química) que lutam para acabar com as criaturas.
> O elenco é bem diversificado que vão de atores de séries à cantora Fergie. Mesmo sendo um filme que é feito para ser ‘trash’, as atuações e a direção do filme quase não apresenta falhas (por assim dizer). Planeta Terror é marcado por muita violência e muito exagero de sangue que muitas vezes chega a ser cômico - uma das protagonistas é uma stripper que perde uma perna e usa uma calibre .45 no lugar.
> O filme também usa detalhes de edição que mostra falsas falhas e queimaduras e até avisos de falta de rolos de filme, etc. ‘Planeta Terror’ é um bom entretenimento, com um senso de humor pesado e duvidoso, é o ruim de melhor qualidade.

Fanboys (Fanboys)!

> ‘Fanboys’ se passa em 1998, quarto amigos atravessam alguns estados dos EUA para conseguir uma cópia do novo filme da saga ‘Star Wars’ (A Ameaça Fantasma) que está prestes a ser lançado. A reunião de amigos acontece com o motivo maior de fazer a vontade de um deles que tem câncer.
> O filme é sobre fãs de Star Wars e direcionado para fãs de Star Wars. A maioria das piadas feitas envolvem personagens e atores da série de filmes, talvez por isso muitas pessoas não achem engraçadas ou talvez nem entenda as piadas e referências do filme. Existem também indiretas sobre a qualidade de outros projetos de atores de Star Wars (Harrison Ford) e questionamentos feitos sobre o futuro lançamento (Epidósio I) e seus personagens.
> Uma das melhores coisas sobre ‘Fanboys’ é que ele é uma espécie de homenagem à Star Wars e seus fãs. O elenco também conta com Kristen Bell que em um determinado ponto da viagem se junta aos quatro amigos. O filme nerd é uma comédia excelente e consegue agradar o público alvo e mesmo quem é fã de ‘Star Trek’ (metapiada) vai aprovar.

O Dia em Que a Terra Parou (The Day The Earth Stood Still)!

> 1951: ‘O Dia em que a Terra Parou’ conta a história de uma espaçonave que pousa em Washington D.C. de onde sai um alienígena e um robô gigante que tem um poder de destruição desconhecido. O alienígena é Klaatu (Michael Reenie) que é ‘capturado’ pelo governo americano e foge para se disfarçar de cidadão norte-americano (Klaatu tem a aparência huamana). Klaatu veio em missão de paz, seu objetivo na Terra é unir as diferentes nações que a compõem. O filme é dirigido por Robert Wise e tem no elenco também Patricia Neal e Sam Jaffe.
> No início da década de 50, qualquer projeto que estimulasse a imaginação popular sobre assuntos pouco discutidos e muito especulados, no caso, alienígenas, fazia sucesso. Não era necessário muito, apenas uma explicação ‘plausível’ sobre os extraterrestres e o motivo de sua vinda à Terra (ou sua ida aos EUA) e o entretenimento estava garantido.
> O filme de 1951 conta com todos esses elementos e ainda os clássicos, naves espaciais, alta tecnologia, além de uma pontada de crítica à Guerra Fria, ou seja, garante a ‘diversão’




> 2008:O remake de 2008 não fez muito sucesso como o primeiro, e motivos não faltam. A história é basicamente a mesma, porém há uma mudança nos personagens secundários, e o objetivo de Klaatu (Keanu Reeves) é alertar a Terra sobre problemas ambientais (nesse período só se falava em Aquecimento Global).
> Keanu Reeves não foi a escolha certa para o personagem principal, Klaatu nesse filme é passivo e não mostra o empenho em salvar o planeta, e a atuação de Keanu parece ser feita também com um certo descaso. O robô gigante (chamado de Gort) do primeiro filmes virou um ícone do cinema e da ‘cultura pop’, porém a versão feita na refilmagem ficou ‘cafona’ (foi a melhor palavra que eu encontrei para descrevê-lo), não é tão impactante como outrora ver um robô gigante sair dentro de uma nave espacial, em vista do que já foi mostrado pelo cinema de 1951 até hoje.
> O filme é dirigido por Scott Derrickson e conta também com Jennifer Connelly, Kathy Bates e Jaden Smith no elenco. É isso, não se tem muito o que dizer do filme, alguns efeitos são excelentes, mas apenas isso não é necessário para conduzir um filme. A nova versão de ‘O Dia em que a Terra Parou’ teve a melhor das intenções mas ficou deveras frustante.

Ligações Perigosas (Dangerous Liaisons)!

> O filme ‘Dangerous Liaisons’ é um tanto quanto interessante e envolvente. Ele concorreu a 7 Oscar, incluindo ‘Melhor Filme’, porém só ganhou em categorias técnicas. A história se passa no século XVIII e mostra jogos de sedução e conquista entre a Marquesa Isabelle de Merteuil (Glenn Close) e Visconde Sébastien de Valmont (John Malkovich).
> Basicamente é isso: A Marquesa quer se vingar de um antigo amante que agora tem como noiva prometida a jovem Cécile de Volanges (Uma Thurman), então a Marquesa pede à seu ‘amigo’ Visconde de Valmont, um belo sedutor, para conquistar Cécile. No decorrer do filme acontecem muitos envolvimentos, Célie se apaixona pelo ingênuo Danceny (Keanu Reeves), o Visconde se sente atraído pela encantadora Madame de Tourvel (Michelle Pfeiffer), Célie tem um caso com o Visconde, Danceny se evolve com a Marquesa...
> O melhor do filme inteiro é saber como termina todo esse ‘engodo’, que é o que pode fazer com que algumas pessoas degostem ou não do longa. ‘Ligações Perigosas’, como todo épico que se preze, tem a direção de arte, figurino, fotografia e maquiagem impecáveis.
> Glenn Close e Jonh Malkovich são atrativos para o filme, ambas as atuações são primorosas. Michelle Pfeiffer também está excelente, já Uma Thurman e Keanu Reeves (até hoje não vi uma atuação agradável dele) não têm o mesmo destaque, o que é irrelevante pois os protagonistas conseguem sustentar as cenas.
> A crítica recebeu muito bem o filme e ainda hoje, é um dos poucos filmes de época que consegue ter um bom roteiro (que é uma história complicada de se adaptar), um bom elenco e consegue manter quem assiste a par dos ocorridos.

Se Meu Apartamento Falasse (The Apartment)!

> ‘The Apartment’ é uma comédia de 1960 do diretor Billy Wilder (O Pecado Mora Ao Lado) e conta a história de C.C. Baxter (Jack Lemmon), um homem solteiro que trabalha em um escritório e que cede seu apartamento para os encontros amorosos secretos de seus superiores, em troca, é promovido a cargos melhores no trabalho. Porém, Baxter se apaixonará pelo ‘affair’ de um dos seus chefes e haverá algumas mudanças no esquema do apartamento.
> O filme todo é muito bem construído. Desde a fotografia e a direção de arte – a maneira como enquadra a dimensão do escritório - (ambos ainda em preto e branco) até os diálogos engraçados e inteligentes. As situações embaraçosas e os pequenos conflitos de escritórios fazem a comédia crítica, mas carismática ao mesmo tempo.
> A atuação de Jack Lemmon é ímpar, ele domina totalmente o personagem. Billy Wilder e Jack Lemmon fazem uma parceria incrível que se repete em outros filmes como ‘Avanti!’ e ‘Quanto Mais Quente Melhor’. ‘Se Meu Apartamento Falasse’ é gracioso e é uma das comédias mais bem escritas da história do cinema.
> Venceu o Oscar nas categorias Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro Original, Melhor Direção de Are - preto e branco e Melhor Edição, e concorreu em Melhor Ator (Jack Lemmon), Melhor Atriz (Shirley MacLaine), Melhor Ator Coadjuvante (Jack Kruschen), Melhor Fotografia - preto e branco e Melhor Mixagem de Som!