26 de novembro de 2010

O Solteirão (Solitary Man)!

> ‘Solitary Man’, conta de história de Ben Kelman (Michael Douglas), um vendedor de carros que era muito bem sucedido e vivia bem com sua família, porém não via limites em suas vontades e devido a relacionamentos fora do casamento e exposição à mídia, ele é deixado pela família e perde o prestígio no trabalho, passando a morar só e tendo uma vida desregrada. Então Ben conhece Jordan (Mary-Louise Parker), filha de um grande empresário no ramo de vendas de carros, e tenta se aproveitar dos benefícios que o pai dela pode trazer para sua ‘carreira’.
> Michael Douglas foi a escolha certa para o personagem principal, sua atuação está despretensiosa, porém muito sincera e convincente. O elenco de apoio conta com Susan Sarandon, como a ex-esposa de Ben; Jenna Fischer (mais conhecida pela sua atuação na série ‘The Office’), como a filha de Ben; Imogen Poots, como a filha de Jordan, com quem também Ben se envolve; e Danny deVito e Jesse Einseberg.
> O filme aborda a questão da solidão de uma maneira um tanto superficial e os fatos acontecem de maneira muito rápida. ‘Solitary Man’ é um filme de baixo orçamento que aposta em boas atuações. Destaco Imogen Poots que é a única atriz pouco conhecida no filme, mas que tem uma ótima premissa e bons momentos no longa.
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Mesmo não conseguindo transmitir certas emoções, a verdadeira intenção do filme está subentendida nos diálogos. Susan Sarandon e Danny DeVito mesmo aparecendo poucas vezes conseguem fazer de suas cenas algumas das mais importantes no filme. O final do filme deixa certos pontos de entendimento a critério de quem assiste e mostra que, mesmo quando alguém está envolvido com várias pessoas, ela pode se encontrar solitária.

Minhas Mães e Meu Pai (The Kids Are All Right)!

Na história temos um casal de lésbicas, interpretado por Julianne Moore e Annette Bening, que resolvem ter dois filhos, cada mãe tem um, do mesmo doador de sêmen. Quando a filha mais velha (Mia Wasikowska) completa 18 anos e o mais novo (Josh Hutcherson) 15 anos, eles decidem descobrir quem é o seu suposto pai. Eles entram em contato com o hospital em que as mães engravidaram e conseguem o nome de Paul (Mark Ruffalo). Os filhos e as mães começam a tentar se relacionar com o ‘novo membro’ da família e um fato inusitado abala todas as estruturas da ‘família moderna’.
> Todo o elenco trabalha com uma sintonia incrível mesmo, em alguns casos,alguns detalhes técnicos façam parecer que em algumas cenas eles fiquem um pouco desconfortéveis. Annette domina as cenas em que aparece, Julianne e Mark estão muito naturais em seus personagens, bem como Mia Wasikowska que aqui demonstra emoções (diferente de sua fraca atuação em ‘Alice in Wonderland’) e Josh que, mesmo aparecendo pouco, mostra segurança em sua atuação.
> O filme apresenta algumas cenas de insinuação de sexo, porém, não se vê nada de apelativo ou de ‘sensual’, tudo está voltado para a comédia e desenvolvimento das idéias. O roteiro do filme é muito bem escrito e original. A direção do filme é de Lisa Cholodenko, mais conhecida por dirigir alguns capítulos de séries como ‘Hung’ e ‘Sex Feet Under’. O objetivo da comédia-drama não é tomar como certo e defender o ponto de vista dos homossexuais, mas mostrar como as relações entre pessoas que pensam diferentes podem ser mais difíceis do que parece, e que diálogo resolve boa parte desse problema. 'The Kids Are All Right' é divertido, um pouco ousado, mas muito inteligente.
> ‘The Kids Are All Right’ é um filme de uma boa premissa, mas faltou em algumas partes uma participação maior de todo o conjunto de ‘cast & crew’; tentando colocar de uma maneira mais clara, você vê que todos que trabalham ali têm talento e potencial, mas em algumas horas, por mais que eles se esforcem algo da parte técnica prejudica o elenco ou vice-versa.


21 de novembro de 2010

Piranha (1978)!

> Durante a Guerra do Vietnã , o exército americano desenvolve algumas piranhas geneticamente, tornado as mais resistentes às adversidades do ambiente onde vivem e mais inteligentes, para colocá-las nos rios vietnamitas e ajudar os EUA a vencer a guerra, porém o projeto é deixado de lado e as piranhas ficam presas em uma piscina sobre os ‘cuidados’ do Dr. Hoak (Kevin McCarthy). Até um dia em que um casal de jovens resolve invadir a propriedade do exército e utilizar a piscina, onde são cruelmente assassinados pelas piranhas. Maggie McKeown (Heather Menzis) é uma investigadora que tenta descobrir o paradeiro do casal desaparecido e acaba libertando as piranhas para um rio próximo, e dá início a uma série de ataques pelos cardumes das piranhas.
> “Piranha”
não tem algo inovador, ele segue, basicamente, o mesmo estilo de filmes em que animais assassinos são o tema principal – mais especificamente “Tubarão” (1975) dirigido por Steven Spielberg. O longa é tido por muitos como uma sátira à “Tubarão” (ou isso ou uma homenagem de baixa qualidade), as sequências de primeira pessoa como a visão das piranhas e as imagens subaquáticas nos remetem à Tubarão. ‘Piranha’ serviu de inspiração a uma série de filmes (também tecnicamente fracos) como sua continuação em 1981 (dirigida por James Cameron), “Orca – A Baleia Assassina”, “Great White” e “Monster Shark, todos seguindo o estilo de ‘Tubarão’ e influenciados pelo frisson e sucesso causados por ele.
> Existem motivos de sobra para, não só “Piranha” como os outros citados anteriormente, terem se tornado filmes populares. Primeiramente a violência presente nos filmes, sangue em excesso e assassinatos, de certo modo, criativos; A presença de várias partes do corpo humano expostas seja de forma violenta, engraçada ou até sensual; E o suspense (mais voltado para a curiosidade) que um filme sobre algo descomunal causa.
> As piranhas em si pouco aparecem no filme, a maioria das cenas de ataque são sugestivas e só o que se vê são ‘flashes’ e partes das piranhas e muito sangue se misturando na água. Mas isso não interfere negativamente, pelo contrário, é perceptível que as piranhas não apresentam um certo investimento como aconteceu em ‘Tubarão’. ‘Piranha’ tem alguns erros e falhas que são notáveis e cenas irrelevantes.
> O filme foi feito com o objetivo de agradar o maior número de pessoas possível e não de se tornar um clássico. É um daqueles em que você se agrada do todo ou não aproveita nada. No gênero horror são poucos os filmes que conseguem ser ‘diferentes’ e ousados, mas sem se voltarem completamente ao ‘trash’ como “Cão Branco” (1982) e “Anaconda” (1997) (fraco, porém o ‘melhor’ da franquia).
> O roteiro do filme é de John Sayles (“Amigo”, “Jurrasic Park IV”), que também trabalhou como roteirista ‘Alligator’ (outro filme sobre um animal assassino), e o diretor é Joe Dante, que é mais conhecido por ter dirigido o estranho e macabro “Gremlins”. “Piranha” é um tipo de filme que é voltado para um contexto da época em que foi lançado, não sei se o remake fará o mesmo sucesso.

Solomon Kane - O Caçador de demônios (Solomon Kane)!

> ‘Solomon Kane’, conta a história de um ‘padre’ que saía armado pela Europa por volta do século XVII com o intuito de matar qualquer demônio ou entidade mágica com poderes malignos que encontrasse. O personagem é criação do escritor de revistas pulp (histórias em quadrinhos que vieram antes dos super-heróis e eram mais voltadas para a fantasia) Robert E. Howard, mesmo criador de Conan e Red Sonja.
> O filme é basicamente o que foi descrito acima, existe a aparição de personagens por quem Solomon vai sentir afetivamente ligado e em determinado ponto terá que salvar um deles, é tudo bastante previsível, mas entretém. O filme é levado a sério pela produção e pelo diretor Michael J. Bassett – que aqui também é roteirista -, porém a escolha de alguns atores não ajudou no desenrolar do filme, não que os atores não sejam bons, apenas não desenvolveram seus personagens o suficiente ao ponto de se tornar algo ‘natural’.

> Mas, o maior defeito do filme, é a semelhança com ‘‘Van Helsing’’. Mais especificamente, com o filme de 2004 do diretor Stephen Sommers (“A Múmia” e “O Retorno da Múmia”). A ordem como os fatos acontecem, monstros (aqui no caso, demônios) que são destruídos (a maneira como são destruídos) e principalmente a semelhança entre James Purefoy (“Coração de Cavaleiro”, Resident Evil”), que interpreta Solomon, e Hugh Jackman, que viveu Van Helsing no cinema, em várias cenas faz parecer que “Solomon Kane” dependeu das idéias de “Van Helsing – O Caçador de Monstros” para acontecer.

> As idéias de efeitos em algumas cenas chegam a ser interessantes e outras bastante exageradas. O filme tem alguns pequenos erros de continuidade nas sequências de ação, porém não chega tirar a intensidade das cenas, é bem direto e mantém uma simplicidade na trama. Para um filme de gênero fantasia é uma ótima escolha. Até umas cenas depois do começo do filme, a impressão que temos é que vai ser um bom filme, mas quando chegamos à metade, ele se torna apenas mediano.
>De maneira geral, 'Solomon Kane' é um filme empenhado, mostra bastante esforço, mas é inexpressivo e não muito original.