29 de janeiro de 2011

Inverno da Alma (Winter's Bone)!

> Ree Dolly (Jennifer Lawrence) tem apenas 17 anos e precisa encontrar seu pai desaparecido, pois esse deixou como garantia de sua liberdade condicional, a casa onde ela vive com sua mãe e dois irmãos. Ree então terá que se envolver com pessoas que não deve, e tentará quebrar o silêncio que existe no caso do pai dela. Em meio a injustiças, mentiras e sofrimento, ela descobrirá que existem problemas em que a solução, muitas vezes não é fácil, e é necessário força para fazê-la.
> O drama em si é um gênero que vem sendo ‘maqueado’ nos ‘dramas atuais’, com cenas cômicas ou exageros dramáticos, mas em “Inverno da Alma”, tudo acontece na medida certa.
> O filme é poderoso e rico, um tipo de ‘noir’ moderno bastante realista. O filme é baseado em um romance homônimo de 2006 do autor Daniel Woodrell.
> 'Winter's Bone' mes
mo sendo um filme pequeno, mostra que o cinema norte-americano não se resume só a ‘blockbusters’ com muitos efeitos para arrecadar grandes bilheterias, pelo contrário, filmes como esse são aqueles em que, ou agrada por completo a quem assiste, ou desagrada. O suspense do filme e o drama estão em cenas com fortes diálogos e poucos atrativos visuais. A fotografia do filme e as locações contribuem muito para o jeito em que o filme se desenvolve.
> O filme se torna mais instigante pela proximidade com o real e a credibilidade que o elenco dá ao enredo do filme. A atriz principal, Jennifer Lawrence, está pela primeira vez como protagonista em um longa e recebeu muitas, e merecidas, indicações à prêmios como o Globo de Ouro, Bafta, SAG Awards e Oscar pela sua sincera atuação em‘Inverno da Alma’; O trabalho do ator John Hawkes no filme também é um dos mais puros e profundos e fez com que ele também recebesse algumas indicações à prêmios.
> O filme é simplesmente espetacular e consegue mostrar toda sua carga emocional de uma maneira objetiva: 'Inverno da Alma' não é filme com cenas rápidas e por isso muitas pessoas o julgam cansativo, porém existe uma diferença entre um filme bom que se desenvolve de maneira lenta e um filme parado sem atrativo algum, mesmo com vários apelos visuais.

12 de janeiro de 2011

Bravura Indômita (True Grit) - 1969!

> Mattie Ross (Kim Darby) é uma jovem adolescente que procura Tom Chaney (Jeff Corey) o covarde assassino do seu pai. A pessoa certa na cidade para ajudá-la é o Oficial ‘Rooster’ Cogburn, um homem bruto que passa a maior parte do tempo bêbado, mas que diz ter a coragem destemida que a jovem Mattie procura. Procurando receber alguma recompensa pela captura de Chaney ou até mesmo do líder da gangue Ned Pepper (Robert Duvall), o Texas ‘Ranger’ chamado La Beouf (Glen Campbell) também acompanhará a jovem e o Oficial na busca pelos fugitivos.
> O filme é um western carregado de sentimentos. Mattie e Cogburn são personagens que estão em um mesmo nível no filme, se em algum momento um se sobressai a outro é intencional da cena, pois ambos são muito bem resolvidos. Assim como um tradicional filme de ‘velho oeste’ existem longas cenas de andanças à cavalo e o desfecho ocorre de maneira rápida, mas apenas pelo fato de não haver o personagem característico do forasteiro que chega para resolver os problemas de uma cidade, pelo contrário, pelo fato de um dos personagens principais ser uma garota, o filme tem um ar mais inocente.

> As cenas de ação são os pontos mais altos de westerns, aqui, elas são um dos pontos mais altos. Existem as cenas em que têm os disparos de armas entre os montadores de cavalos, mas não há a espera para isso como se fora uma obrigação, tais cenas ajudam a entreter e completar o filme. Tudo em ‘Bravura Indômita’ acontece da maneira mais natural possível graças às excelentes atuações, um bom roteiro e diálogos afiados.

> Um dos triunfos do filme foi John Wayne, depois de muitos trabalhos em sua carreira, em sua maioria westerns, ter sido premiado com o Oscar de melhor ator por sua atuação em ‘True Grit’; Wayne vinha sofrendo problemas de saúde desde alguns anos antes das gravações de ‘Bravura Indômita’, entre câncer e doença de coração, a última frase do filme atinge tanto o público expectador quanto ao personagem a que ela se refere.

> Além de ‘Bravura Indômita’, o mais recente filme do gênero que me recordo, até então, é ‘Os Imperdoáveis’, do diretor Clint Eastwood, como um western que não se resume em cenas de tiros e conflitos em cidades ‘semi-abandonadas’ na região do oeste americano.

6 de janeiro de 2011

Tron - O Legado (Tron Legacy)!

> Após o desaparecimento de Kevin Flynn (Jeff Bridges), seu filho Sam Flynn (Garret Hedlund) também um gênio dos computadores, tenta descobrir a razão de seu pai não mais ter voltado para casa. Quando em meio à busca, ele acaba entrando no mundo digital de computadores, onde seu pai vinha trabalhando e foi mantido preso por um programa criado por ele mesmo, isso a cerca de 25 anos. Juntos Sam e Flynn tentarão acabar com a ameaça virtual e voltar para o mundo normal, o que pode exigir alguns sacrifícios.
> Por algum motivo, que ainda não sei o porquê, o roteiro do primeiro filme é mais interessante. Mas quando nos deparamos com o visual do novo mundo virtual criado por “Tron – O Legado”, esquecemos completamente qualquer imperfeição da história; muitos dizem que o objetivo de filmes com efeitos deslumbrantes é maquiar certas falhas no roteiro, se os impecáveis efeitos do filme foram feitos com essa intenção, o resultado foi obtido com êxito.
> Durante o filme algumas cenas se passam em ‘flashbacks’, quando Jeff Bridges, hoje já um senhor de anos, ainda era apenas um homem maduro e o ator foi recriado digitalmente de forma que na primeira cena em que aparece é quase imperceptível. Os ‘lightcycles’, o figurino e toda a direção de arte mostram que pelo menos o legado visual do primeiro ‘Tron’ foi mantido. O filme é o primeiro do diretor Joseph Kosinski, conhecido por fazer propagandas.
> Toda a idéia de um mundo nos computadores ainda é mantida com a mesma credibilidade do filme de 1982; mesmo com algumas imperfeições, as cenas de ação frenéticas e a trilha sonora da dupla francesa ‘Daft Punk’, ‘Tron – O Legado’ consegue entreter e divertir de uma maneira diferente, mas não inferior, do antecessor.