29 de julho de 2011

Capitão América: O Primeiro Vingador (Captain America: The First Avenger)!

> O jovem patriota Steve Rogers (Chris Evans) veio de uma família não muito rica e tem como objetivo principal, servir aos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial. Porém, por ter sua saúde frágil e não demonstrar força suficiente para a guerra, ele é rejeitado no recrutamento. Mesmo não fazendo parte do exército, Rogers chama a atenção de um cientista e em seguida de um coronel por sua dedicação, persistência e prestabilidade até onde lhe é possível. Rogers então é chamado a fazer parte de um projeto secreto que objetiva criar um supersoldado para o governo norte-americano. Com a realização desse projeto, Rogers fica apto a lutar na guerra e se tornar um dos maiores heróis que o mundo e principalmente os EUA já viu.

> Devido a muita expectativa por esse filme ser o último antes de ‘The Avengers’ – filme que mostrará a união de vários heróis do universo ‘Marvel’ em um grupo – a busca por referências a outros heróis que compõem os ‘Vingadores’ pode ofuscar o enredo sob o qual ‘Capitão América – O Primeiro Vingador’ se desenvolve. Digo-vos, pois, que as referências são bastante diretas. O filme está intrinsecamente conectado a outros heróis como ‘Thor’ e ‘Homem de Ferro’ e consegue fazer as pontas e ligamentos necessários para introduzir o filme dos Vingadores. E há cena após os créditos, de grande importância e muita empolgação.

> Não há como não esperar um pouco de ufanismo em um filme que mostra um herói de guerra norte-americano. Essa era uma das difíceis tarefas que os estúdios Marvel tiveram que contornar para que o filme saísse para um agrado comum. O resultado final foi algo de muita qualidade, não só para herói em si, que nunca teve uma adaptação plausível, mas também para o gênero de filmes de herói. Há muita ironia e até mesmo’ auto-ridicularização’ em vários momentos seja em relação à Guerra, à imprensa ou às impressões causadas pelo personagem na população norte-americana. Todo o elenco não deixa a desejar e fiquei feliz com a atuação de Chris Evans, que muitas vezes não se mostra carismático, aqui ficou até bem versátil; dou destaque também às excelentes pontas de Stanley Tucci e Dominic Cooper. Grande parte do sucesso do filme se deve também a direção de Joe Johnston, que conta em seu currículo trabalhos na primeira trilogia de 'Star Wars' e em 'Os Caçadores da Arca Perdida' - onde trabalhava na produção de efeitos visuais; toda a influência de Lucas e Spielbeg deixa a aventura com mais cara de aventura, espero que entendam.

> Fazendo referência ou não aos filmes passados e futuros, ‘Capitão América – O Primeiro Vingador’ poderia ter substituído algumas cenas-referências e ter aumentado o vigor das cenas de guerra, fazendo o filme tender mais para o lado ‘aventura’ da história. Mesmo tendo se passado 70 anos desde a criação do primeiro quadrinho do Capitão América, parece que estamos presenciando um filme original com um roteiro original. Para um filme que nasceu de uma necessidade de outros e conseguiu ser levado mais a sério que muitos – e melhor produzido também, considero uma das boas surpresas de 2011.

21 de julho de 2011

Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2 (Harry Potter and the Deathly Hallows: Part 2)!

> ‘Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2” mostra o trio de bruxos protagonistas tentando encontrar e destruir as ‘horcruxes’ (objetos que contém pedaços da alma do vilão Voldemort) e depois de muita espera a batalha final entre os bruxos. É tudo que se pode ser dito sem que se entregue o final do filme àqueles que ainda não o sabem. Poderia ser mais objetivo em minha síntese, não fosse a fraca distribuição de enredo que houve do filme anterior para esse. Gosto de comentar o filme anterior por que tudo que não houve naquele, está presente nesse.

> Tudo nesse filme saiu exatamente da maneira como deveria. Ainda virão alguns leitores dos livros e dirão que já houve filme com maiores semelhanças, mas como filme – falando pela saga cinematográfica – esse sim conseguiu mostrar tudo aquilo que se vem tentando desde o primeiro. ‘As Relíquias da Morte – Parte 2’ funciona do começo ao fim. Desde o início é perceptível o nível de ‘tensão’ que o filme terá, e esse simplesmente aumenta a cada segundo que se passa do filme. Falo do campo emocional do filme porque, em alguns dos filmes anteriores eu simplesmente não me envolvia com a história e achava de certa maneira tudo muito banal; mas a boa produção, a direção de David Yates e até mesmo as atuações deram a qualidade necessária para um final grandioso.

> Gosto sempre de dizer que assim que foi lançado, Harry Potter e todo seu universo não me envolviam nem um pouco. Achava os filmes bobos e os livros não me despertavam o menor interesse. Porém, quando assisti o trailer de ‘Harry Potter e a Ordem da Fênix’ prontamente me interessei por aquilo que estava vendo. O segredo, David Yates. Não desmerecendo os outros diretores que já comandaram os filmes do bruxo, mas Yates mostrou que acima de tudo ele compreendeu aquilo que Harry Potter buscava em um filme antes de fazê-lo. É notável o quanto os filmes cresceram desde que ele assumiu a direção, ele, de fato, deu a devida importância à saga no momento em que essa mais precisava de amadurecimento.

> Acredito que não exista nada mais a ser dito que já tenha sido feito. A trilha sonora e fotografia do filme estão mais uma vez espetaculares, assim como os efeitos visuais. Fico feliz em dizer que, depois de alguns erros e acertos, Harry Potter encerra sua saga em grande estilo e dessa vez sim, conseguiu cativar, impressionar e emocionar.

8 de julho de 2011

Transformers : O Lado Oculto da Lua (Transformers : Dark Side of the Moon)!

> Não que seja relevante, mas o enredo de 'Transformers : O Lado Oculto da Lua' trata de, mais uma vez, um confronto entre os autobots e decepticons que se iniciou na época da corrida espacial entre EUA e URSS. Megatron e os decepticons agora tentam reconstruir o destruído planeta dos alienígenas e quer utilizar o planeta Terra como alicerce para isso, portanto é missão de Optimus Prime e dos autobots, ajudar os humanos a defender o Planeta em que eles agora têm como casa.

> A primeira metade do filme é frustrante. Conseguiu o feito de reunir o maior número de piadas ruins em poças cenas entre os filmes que eu já vi. O filme se torna forçado, maçante e muito, acima de tudo, muito sem graça. A substituição de Megan Fox pela modelo e iniciante atriz Rosie Huntington-Whiteley não é muito perceptível. Falo isso porque o carisma das duas é quase o mesmo, a importância delas nos filmes é do mesmo nível, e ambas são, como atrizes, belas mulheres.

> A melhor parte do filme, como de esperado, são os efeitos visuais e sonoros. Michael Bay se mostrou um mestre nessas áreas em 'Transformers 3'. A partir dos 40 últimos minutos do filme, se iniciam sequências de explosões, perseguições, tiros e tudo que as cenas de ação dos outros filmes de ‘Transformers’ já mostrou que é capaz. Essas cenas finais não decepcionam, são incansáveis, o 3D é um dos melhores que já vi e é muito bem usado. Claro, para não perder o costume, aqui e ali aparecem uns erros de continuação, mas nada que comprometa a ‘beleza’ das melhores cenas de 'Transformers 3'. Porém, isso não é o suficiente para estruturar um filme de duas horas. Vi mais como uma recompensa, por ter suportado os primeiros e longos minutos do filme.

> O que também tira a empolgação desse filme é que ele se inicia e termina da mesma maneira que os antecessores, o que dá liberdade de haver futuras sequências. Sim, pois o que foi visto nos três filmes é o mesmo roteiro básico com pequenas e insignificantes mudanças, que conseguiu ir piorando de filme para filme. Não achei totalmente ruim, é um daqueles filmes em que você deve desligar seu cérebro, abrir sua mente para piadas e infames e ouvir muito barulho no cinema.