31 de outubro de 2011

Hanna!

> Hanna (Saoirse Ronan) é uma garota que passou sua infância em uma parte gélida da Europa sendo treinada por seu pai Erik (Eric Bana) para desenvolver suas habilidades na caça, na luta e na sobrevivência, mesmo dormindo. Quando Hanna se vê pronta para seguir seu caminho sozinha, ela deverá usar tudo o que aprendeu para fugir de seu perigoso destino.

> Passam-se os trinta minutos iniciais do filme e ainda não se sabe qual a função de cada personagem no enredo, onde a história está se desenvolvendo a história e o que está acontecendo ali. Ao contrário de filmes em que muita informação é sinal de um mau desenvolvimento e de lentidão no ritmo, o diretor Joe Wright transforma tudo em misto de aventura, ação, espionagem, suspense e comprova que também sabe dirigir um bom thriller. Joe Wright trabalha bem com cores e iluminação que mudam bastante nas diferentes locações onde o filme se desenvolve, comparando dentro de seus respectivos limites, o filme chega a ser semelhante a uma graphic novel.


> Não me lembro de nenhum filme que com Saoirse Ronan e Cate Blanchett que não seja válido de ser assistido, Eric Bana tem seus altos e baixos, porém aqui o resultado final é algo no mínimo curiosamente excitante. As falhas do filme talvez estejam no mesmo fato de que ele é uma mistura de gêneros. O diretor conseguiu juntar no filme muito dos acertos dos gêneros citados e, também, alguns dos erros; pondo em uma “balança” não chega a ser algo que comprometa o bom entretenimento gerado pelas cenas de ação, diálogos objetivos e exageros agradáveis.

Ladrão de Casaca (To Catch a Thief)!

> John Robie (Cary Grant), conhecido como “O Gato” é um “ex-ladrão” de jóias conhecido em Paris por sua forma sorrateira de roubo. 15 anos depois de uma mudança de vida e de ‘profissão’ ele passa a ser acusado novamente por uma série de roubos que se inicia. Perseguido pela polícia, Robie terá agora que encontrar o verdadeiro criminoso, que parece ser tão astucioso quanto ele em seus dias de ladrão, para provar sua inocência.

> Hitchcock mais uma vez segue seu incansável estilo de suspense. Um mistério que cativa com muitos personagens suspeitos e um final que na maioria das vezes agrada e surpreende. Tenho esse filme como um dos meus favoritos do diretor, pois aqui não há uma limitação nas locações, entre as famosas cenas de perseguições vemos uma França bucólica e tropical, hora em meio a simples e calmas cidades, hora em ostentosos hotéis da Riviera Francesa tratada por uma bela fotografia.

> De maneira objetiva, o filme é rico em detalhes e tem diálogos consistentes. A produção também conta com um bom roteiro, com uma excelente montagem e com as adoráveis atuações de Cary Grant, Grace Kelly (último filme de Hitchcock com a atriz) e o sempre bom John Williams. “Ladrão de Casaca” é um filme suave, mais voltado para a aventura e para o romance do que para o “noir” e para os crimes como eram de costumes nos outros longas de Hitchcock.

28 de outubro de 2011

Amizade Colorida (Friends with Benefits)!

> Jamie (Mila Kunis) trabalha em Nova Iorque recrutando jovens que se destacam em determinadas áreas para bons cargos em empresas. Eis que aparece Dylan (Justin Timberlake) e ela terá que convencê-lo a deixar seu emprego em Los Angeles para se mudar para Nova Iorque. Depois de passarem por fases difíceis em seus antigos relacionamentos eles não procuram se envolver seriamente com outro alguém, porém eles se sentem atraídos. Logo, farão um trato, o sexo entre eles acontecerá casualmente e não deve afetar na amizade, até onde for possível.

> Desde os seus alvoreceres que a comédia romântica simples precisa de um casal que consiga se relacionar bem no filme, ou que pelo menos transpareça uma boa relação, e de um diferencial seja nos diálogos ou na direção que convença quem está assistindo de que aquilo é algo diferente, mesmo sabendo que o casal principal fica unido no final do filme. No início do ano foi lançado ‘Sexo Sem Compromisso’ com Natalie Portman e Ashton Kutcher, ali, duas ou três cenas eram realmente engraçadas e o que ajudou o filme a se desenvolver era o elenco de apoio; o casal não ‘combinava’ e tinha diálogos muito cafonas, enfim, era bem limitado. O diretor Will Gluck mostrou que praticamente com o mesmo roteiro é possível fazer um filme bem mais eficiente.


> Começando pelo casal Justin Timberlake, que vem mostrando um bom desempenho em suas atuações, e Mila Kunis. A escolha de jovens atores para os papéis dá uma maior credibilidade à história de amizade com sexo sem compromisso. Os diálogos são muito ágeis, divertidos e fazem de várias situações tidas como banais em outras comédias românticas boas piadas. O elenco de apoio também está na medida e momentos tão bons quanto os protagonistas – ênfase para a primeira cena do filme em que Emma Stone e Andy Samberg fazem uma participação e é faz dessa uma das melhores e mais engraçadas cenas do filme.


> Quando se trata de atingir o público que vai aos cinemas assistir uma comédia romântica, um filme tem que ter momentos que agrade tanto ao público feminino que é sua maioria, quanto o público masculino que as acompanha, e ‘Amizade Colorida’ consegue isso. É bem engraçado e em certos momentos é irônico em relação às próprias comédias românticas. Um tratamento mais jovial no roteiro e na direção prova que é possível fazer um filme com a mesma ideia de outro já feito no mesmo ano, e esse se sair bem melhor que o primeiro.