24 de novembro de 2011

Footloose - Ritmo Louco (Footloose)!

> Ren McCormack (Kevin Bacon) é um jovem de uma cidade grande que terá que morar em uma pequena cidade conservadora do interior dos EUA. Seu espírito animado e bastante dependente da dança será recluso na cidade onde dançar e os bailes de colégios são proibidos. Ren então inicia uma revolta com os jovens locais para eles tenham direito a diversão e para isso terão que passar por cima da autoridade do Reverendo Shaw Moore (John Lithgow) que dita as leis na cidade.

> Diferente do que alguns pensam “Footloose” não é um filme musical, mas muito bem musicado. Os anos 80 foram marcados por alguns filmes de sucesso de bilheteria em que a dança era o tema principal e que a trilha sonora fez sucesso também fora do filme como “Flashdance – Em Ritmo de Embalo” e “Dirty Dancing – Ritmo Quente”, ambos ganhadores de Oscar por suas canções ainda bastante conhecidas. “Footloose” é um filme até linear e de trama simples, porém não dá para se falar em “Footloose” sem fazer referência e dar destaque às cenas de dança.

> Kevin Bacon dança despreocupadamente em suas cenas, seja por motivos de alegria, raiva ou até mesmo vingança, tudo em “Footloose” gira em torno da dança. Como é um filme voltado para a juventude essa não vai ter muito que reclamar do filme, principalmente se essa for da geração dos anos 80. “Footloose” concorreu a dois Oscar por suas canções, mas não conseguiu os prêmios, também acho que nem precisava, o prêmio maior que um filme como esse pode receber é ter uma grande gama de fãs que ainda hoje se agrada do filme. “Footloose” é aceitável e divertido.

Amor a Toda Prova (Crazy, Stupid, Love)!

> Cal Weaver (Steve Carell) é um homem de meia idade que em meio a um jantar com sua esposa (Julianne Moore) recebe a notícia que ela quer o divórcio. Sua vida muda por completo porque Cal não esperava por essa notícia, pois simplesmente não havia motivos aparentes para ela tomar tal decisão. Cal então conhece Jacob Palmer (Ryan Gosling) que fará com que Cal deixe de ser o quarentão depressivo por seu divórcio e passe a ser um homem confiante e conquistador.

> Enquanto se tratar de comédia romântica eu sempre falarei isso, um filme desse gênero não pode ficar estagnado no tempo, é necessário sempre estar em constante mudança e adaptar-se para o presente. Em 2011 tivemos bons filmes nesse gênero e outros que não souberam aproveitar o que tinham. “Amor a Toda Prova” é filme muito bem escrito por Don Fogelman (que já tinha trabalhado em algumas animações da Disney), atual, engraçado e que todo o elenco é responsável igualmente pelas partes mais divertidas do filme.

> O elenco conta com o sempre excelente em seus papéis de quarentões, Steve Carell; Marisa Tomei, Julianne Moore, Kevin Bacon, Emma Stone e Ryan Goslin (esses dois últimos são jovens atores que vêm ganhando muito destaque em Hollywood tanto pelo carisma quanto pelos bons trabalhos). Mas o melhor de “Amor a Toda Prova” é que o filme, mesmo se tratando de um gênero quase sempre previsível, é surpreendente em alguns detalhes da trama que são óbvios depois que descobertos, mas que conseguem ficar ocultos antes do tempo certo pela boa distração que tudo no filme causa.

15 de novembro de 2011

O Palhaço!

> Os palhaços Pangaré (Selton Mello) e Puro Sangue (Paulo José) comandam o ‘Circo Esperança’ que viaja pelos interiores do Sudeste brasileiro levando bom-humor e entretenimento as pessoas das pequenas cidades. Porém quando o espetáculo termina Benjamin (verdadeiro nome do palhaço Pangaré) não consegue saber se aquela vida é o que ele realmente busca, pois uma pessoa que trabalha fazendo as outras sorrirem é na verdade um homem triste, sem pretensões e sem identidade.

> Selton Mello faz um excelente trabalho tanto na interpretação quanto na direção. A técnica do filme mostra que o cinema nacional pode fazer um filme regionalista e fugir dos moldes preestabelecidos pelos filmes com temáticas sertanejas. “O Palhaço” é um excelente filme também porque mostra que muita simplicidade, escolhas de bom gosto e um roteiro “redondo” fazem o espectador esquecer a quase necessidade de um tema apelativo em um filme nacional.

> É quase unanimidade entre o público brasileiro que Paulo José é um dos grandes atores tanto do cinema quanto da televisão nacionais e que Selton Mello também garantiu seu lugar de destaque por seus grandes trabalhos, mas grande parte do sucesso de crítica de “O Palhaço” se deu por causa das hilárias participações de grandes atores que hoje já não recebem grande destaque na mídia como Moacir Franco, Tonico Pereira e Jorge Loredo (vulgo ‘Zé Bonitinho’). O restante do elenco que compõe a trupe do ‘Circo Esperança’ também tem ótimos momentos e são responsáveis por grande parte do humor no filme.

> “O Palhaço” é o filme que pode ser definido como ‘comédia com toque de drama’ ou vice versa. O que fica de comum acordo é que o longa tem uma grande carga emocional, algumas vezes psicológica e especialmente cultural. Não é um filme com uma grande temática, ou de grandes questionamentos, ou de mensagens metafóricas é simplesmente um filme gracioso e cheio de sentimentos que nos faz sentirmos orgulho do cinema brasileiro.

O Estranho Mundo de Jack (The Night Before Christmas)!

> Na cidade do Halloween todas as criaturas que causam pavor as pessoas se reúnem para fazer o melhor que podem e serem bem sucedidos naquele dia do ano. Jack Skellington é sempre a grande a tração da cidade como o mais assustador, porém o que ninguém sabe é que Jack não suporta mais aquela vida de sustos e quer algo diferente. Após andar sem rumo, descobre que existem outras cidades com outras funções e acaba descobrindo a cidade do Natal. Tudo ali é encantador e chama a atenção de Jack. Logo ele decide que terá que trazer o Natal para sua cidade, porém sabe pouco e pode causar alguns problemas mesmo sem intenção.

> O diretor Henry Selick é conhecido por ser o diretor de animações voltadas mais para um público adulto, ou alternativo do que para crianças. “O Estranho Mundo de Jack” virou uma animação mundialmente cultuada tanto pela sua técnica quanto pelo seu estilo de narrativa. Todos os elementos ali presentes não negam que tenham sido criados por Tim Burton, ou seja, são carregados de melancolia, medo, tristeza e escuridão. Porém os fatos se desenvolvem de maneira rápida e em algumas cenas até ‘pré-maturas’ o que faz com que a credibilidade diminua em determinadas situações. O filme é sem dúvida um dos mais criativos e melhor musicados filmes de Natal que já foram feitos.

> Não é que seja uma animação que não seja para crianças ou que tenha o intuito de desfazer muitas das crenças infantis, o filme tem sim uma lição de moral no final, requer apenas que o espectador – acima de tudo se for infantil – abra sua mente e compreenda o universo que o filme impõe.