13 de março de 2012

John Carter - Entre Dois Mundos (John Carter)!

> John Carter é um explorador que, durante uma perseguição, é inexplicavelmente transportado para Marte, porém, leva algum tempo para se dar conta disso. No lugar onde aparecem os seres que conhecem dizem estarem em Barsoom e logo esses habitantes veem em John uma oportunidade de se proteger contra um antigo inimigo do planeta que está tentando dominar todas as raças e controlar Marte. “John Carter” é uma aventura que mistura os pontos fortes da ficção científica, histórias mitológicas e o melhor dos livros pulp da década de 1910 e 20.

> É um filme que toma seu tempo, não apressa nem reduz fatos necessários para o bom desenvolvimento do enredo. O bom de novas produções que trabalham com materiais já existentes – quando feitas com louvor – é o fato de já apresentar bastantes opções para filmes futuros e “John Carter” tem muito disso, são vários seres e ambientes a serem explorados que é bem possível que ainda rendam filmes, quem sabe, ainda melhores.

> É nítido no filme as várias influências de grandes obras do cinema até então, dentre elas pode-se citar “Star Wars” (1977) e até mesmo “Avatar” (2009) – vale salientar que o filme extraiu apenas o que há de positivo nos filmes. Alguns detalhes de produção, infelizmente, fizeram com que alguns momentos do filme se assemelhassem ao limitado ‘Príncipe da Pérsia’, mas isso só se deixa perceber se você for realmente olhar a fundo os detalhes, porque “John Carter” está em outro nível tanto de parte técnica quanto de carisma.

> Sabe quando você coloca muita expectativa em um filme apenas por causa dê seus trailers e quando o filme termina você ainda continua esperando mais? É isso que aconteceu em “John Carter – Entre Dois Mundos”. Não é um filme que decepciona, mas é um filme do qual se espera sempre mais por causa da responsabilidade que ele carrega por ser o primeiro filme com atores reais (live-action) da Pixar e do premiado diretor Andrew Stanton e, por adaptar uma história que é cultuada há algumas décadas por uma legião de fãs pelo mundo. E que venham bons lucros para que futuras continuações deem certo.

10 de março de 2012

A Invenção de Hugo Cabret (Hugo)!

> Hugo Cabret (Asa Butterfield) é um jovem órfão que mora por trás das paredes de uma movimentada estação de trem em Paris e ocupa parte do seu tempo ajustando os relógios do lugar, ou então tentando resolver um mistério deixado por seu pai, uma espécie de robô que está incompleto. Furtando peças de uma loja de brinquedos ele passa a procurar aquelas que possivelmente servirão para ajustar o objeto, onde Hugo acredita ter uma mensagem do seu pai. Passando a trabalhar com George, o dono da loja de brinquedos, e passando mais tempo com a sobrinha dele, Hugo percebe o que ele buscava faz parte (ou fez parte) de algo muito maior do que ele tinha conhecimento, e então descobrirá um passado glorioso sobre o velho e triste dono da loja.

> Primeiramente, deve ser destacada a ardilosa direção de Martin Scorsese pelo fato de ser seu primeiro filme, digamos, que tende para o público infantil e por ter resultado em um ótimo trabalho. A escolha dos jovens atores principais foi muito bem pensada, o fato de o menino Asa Butterfield ser um rosto até então novo no cinema (só o tinha visto na adaptação de “O Menino do Pijama Listrado (2009)”) deixou seu personagem mais fácil de ser aceito por quem assiste e mais fácil de ser interpretado por ele, imagino eu. Enquanto a Chlöe, qualquer pessoa que já tenha visto algum de seus filmes anteriores sabe que ela tem um domínio de cena que poucos atores em sua idade e com seu tempo de trabalho conseguem. Grade trabalho também do simpático elenco de coadjuvantes.

> O personagem Hugo se torna quase irrelevante quando descobrimos que na verdade a história gira em torno de George Méliès, o primeiro homem que acreditou no potencial que o cinema poderia trazer; na verdade Hugo é apenas a maneira de introduzir Méliès na história, pois se não fosse essa sua função ele se tornaria totalmente desinteressante. Enfim, sobre Méliès, as cenas de quando ele gravava seus filmes são os pontos mais altos do filme, e as escolhas de Scorsese nos deixa perceber as inovações que George realmente fizera em sua época como diretor.

> O filme elevou a direção de arte para outro nível, toda a decoração dos sets de filmagens é caracterizada por objetos de estruturas faraônicas e também minimalistas, mas tudo com detalhes caprichados que se complementam e deixam o filme com uma visão belíssima. É um filme encantador sobre uma história emocionante sobre o cinema em uma de suas épocas mais criativas e também menos valorizadas.

6 de março de 2012

A Mulher de Preto (The Woman in Black)!

> Arthur Kipps (Daniel Radcliffe) é um advogado que viaja para um pequeno vilarejo com o intuito de cuidar dos papéis relacionados à venda de uma casa cujos donos faleceram. Na cidade ele encontra uma população assustada e cautelosa com qualquer coisa que fuja de suas rotinas e na casa ele encontrará que as mortes das pessoas que ali viviam, evolve mais suspense, mais ódio e mais mistério do que se era conhecido.

> Não dei muita atenção quando vi que se tratava de um terror épico porque não se faz esse tipo de filme com frequência, portanto achei que seria uma decepção. Mas o filme surpreende em vários aspectos, primeiramente porque é um terror que usa com inteligência o que o gênero tem para oferecer de bom que é o jogo com sombras, cores e sons. Obtendo êxito nessas três características o filme assusta com estilo, algo parecido com que se conseguiu em “O Orfanato” (2008).

> Porém enquanto a parte técnica não deixa a desejar, a desenvoltura do roteiro é falha. Assim como muitos contos de terror o filme termina sem deixar muitas explicações e isso nem sempre é algo bom em um projeto audiovisual. Os contos de terror podem deixar um final, digamos, em aberto, pois todas as imagens que criamos na leitura são pessoais, mas em uma adaptação onde tenha o visual, o diretor deve imprimir suas ideias em todos os momentos do projeto, afinal, aquilo que estamos vendo é a interpretação dele do original, agrade ao espectador ou não. E a resolução aqui é simplesmente curta e sem muitas respostas para tudo àquilo que foi visto antes. O filme tem uma direção de arte e uma fotografia bem competentes para filmes de terror, resumindo, o filme foi levado bem a sério, mais pela parte técnica do que pelo roteiro, mas foi levado bem a sério e se mostra uma surpresa agradável.