27 de abril de 2012

Os Vingadores - The Avengers (The Avengers)!


> Depois de muito tempo tentando o Capitão Nick Fury (Samuel L. Jackson) e a SHIELD conseguiram reunir o grupo com alguns dos maiores super-heróis da Terra com o propósito de combater ameaças intergalácticas, dentre elas está o perigoso e ardiloso Loki (Tom Hiddleston). Agora Thor (Chris Hemsworth), Capitão América (Chris Evans), Homem de Ferro (Robert Downey Jr.), Hulk (Mark Ruffalo), Gavião Arqueiro (Jeremy Renner) e Viúva Negra (Scarlett Johansson) terão que deixar os problemas e intrigas pessoais de lado para focarem nos males que podem causar danos irreparáveis no planeta.

> Desde que o personagem do Capitão Nick Fury apareceu em um featurette no final do fenomenal filme Homem de Ferro (2008) começou-se a especular se seria realmente possível a ideia de um filme sobre um dos maiores grupos de heróis dos quadrinhos; depois de muitos roteiros bem costurados fazendo as necessárias  ligações, em 2010 o elenco se reuniu na Comic-Con de San Diego para afirmar que sairia um filme para a alegria e tensão de muitos fãs de quadrinhos. Joss Whedon é um diretor/roteirista bastante habilidoso e já trabalhou com os mais diferentes tipos de mídias nos mais diferentes filmes e seriados que se pode imaginar e, essa carga cultural, trouxe um estilo único para o filme. Desde o início, Whedon sempre se mostrou bastante preocupado em não alterar os existentes universos dos quadrinhos e nem os filmes anteriores, e acima de tudo, se mostrou um bom pesquisador e conhecedor dos materiais da Marvel Comics. Tudo é muito bem conectado e estruturado e o resultado é um grupo que passeia pelos terrenos dos Vingadores dos quadrinhos da década de 60 e dos Supremos sem danificar nenhum deles.

> O filme é um espetáculo, lindo. Tudo é muito bem equilibrado no sentido de que nenhum dos heróis presentes tem mais momentos marcantes que outros, até mesmo Viúva-Negra e Gavião Arqueiro, que não têm filmes particulares, têm momentos de destaque. Os efeitos são super competentes, a trilha sonora é frenética e inquietante, tudo é trabalhado na mais perfeita sincronia para envolver o espectador na trama. Não há se quer uma batalha que seja inútil ou facilmente esquecida, todas elas são grandes momentos que vão aumentando o ritmo gradativamente até a épica conclusão de encher os olhos. O filme não força a humanização de nenhum personagem graças ao dom do carisma que os personagens da Marvel têm que os assemelha aos meros humanos, diferentes dos “heróis-robôs” da DC.


> É literalmente, um sonho realizado para qualquer fã de quadrinhos. Notável, espetacular e de longe o filme-evento do ano. O casamento perfeito entre a nona e a sétima arte, desde Homem-Aranha 2 (2004) não se via um filme de herói desse nível; é um filme que eleva os padrões, não só para os seis Vingadores individualmente, mas para todos os outros filmes de heróis que ainda serão feitos. Uma das coisas mais interessantes é o fato de que o filme abriu espaço para futuros longas dos heróis, como Homem de Ferro 3 que está em produção, e ainda tornar possível mais relações entre heróis. “The Avengers” é um filme concreto, habilidoso e divertido, como um filme sobre heróis deve ser. Atentem para a cena durante os primeiros minutos dos créditos finais, pode ser o anúncio de planos maiores, quem acompanha os quadrinhos sabe do que se trata.

A Perseguição (The Grey)!


> Retornando para casa depois de uma temporada a trabalho no Alasca, um grupo de petroleiros se perde em meio a um grande deserto de neve depois da queda do avião que o transportava. Desorientados, famintos e desesperados, eles terão que unir forças e deixar as diferenças pessoais de lado para poderem vencer o frio, uma alcateia numerosa e outras diversidades naturais. 

> Filmes onde humanos enfrentam obstáculos impostos pela natureza é uma fórmula que sempre funciona, pois existem inúmeras maneiras de abordar o assunto. Animais perseguindo humanos não exigem uma carga emocional muito forte, e é exatamente aqui onde o filme se perde. Fui assistir ao filme sem conhecer nada sobre sua história e quando ele começou, logo em sua primeira cena, me convenci de que seria um filme surpreendentemente bom e com um excelente desfecho, o filme se mostrou surpreendentemente previsível e com um desfecho que não conseguiu finalizar corretamente tudo o que foi visto. O filme conta com tantos questionamentos tão vagos e rasos quanto desnecessários, são dúvidas sobre a existência de Deus, histórias que ficam pela metade e alguns outros fatores que só se mostram necessário em uma cena do filme, talvez a melhor, onde não há perseguição nem suspense. 

> O filme tem como protagonista Ottway, interpretado por Liam Neeson, um homem que está abalado emocionalmente pela perda de sua mulher amada e sem estímulos para viver. Se existe algo notável no filme é a escolha do elenco e, em especial, a atuação de Liam Neeson em todos os momentos do filme, ele tem o controle necessário para saber exagerar em cenas que exigem um drama mais intenso e também para se mostrar inerte quando os coadjuvantes precisam ganhar mais destaque. A direção não é muito arriscada, tudo que se espera que aconteça e que é certo que vai acontecer, acontece exatamente como se é previsto. Existem alguns erros nítidos de continuidade e os poucos efeitos são bem medianos. 

> Poderia ter sido um filme mais completo, ou com um roteiro menos pedante, mas como gosto de ser positivo em relação a quase tudo, as cenas de ação funcionam em sua maioria bem, ou, como se espera que elas devessem funcionar.

12 de abril de 2012

Jogos Vorazes (The Hunger Games)!

> Na história temos uma América do Norte pós-apocalíptica cujo território é divido em 12 Distritos controlados por um “estado” opressor chamado Capital. A partir de uma tentativa falha dos distritos de tirá-la de sua posição dominadora através de uma revolta, a Capital resolve criar os “Jogos Vorazes”, um campeonato televisionado onde um jovem do sexo masculino e uma jovem do sexo feminino têm que brigar pela sobrevivência dentro de uma arena. Apenas um deles ficará vivo no final. A protagonista é Katniss (Jennifer Lawrence), representante feminina do Distrito 12 e que se oferece aos jogos no lugar de sua irmã mais nova. O filme é baseado em um livro homônimo da escritora Suzanne Collins.

> “Jogos Vorazes” tem potencial para ir além de outras adaptações cinematográficas, pois ele está ligado ao plano real. O cenário onde se passa toda a história é a “América do Norte” em uma versão mais futurística, por isso não há necessidade de criação de seres e outros adornos algumas vezes inúteis para esconder ou prolongar a resolução da trama. É um tipo de ficção científica sem exageros criativos e é uma aventura bem sagaz no sentido de que, em um momento da trama todos os participantes dos Jogos serão introduzidos, alguns carismáticos e outros nem tanto, e mesmo só restando um no final, em certos momentos chegamos a duvidar de que talvez a protagonista não seja a vencedora. Na história ainda é possível encontrar temáticas ambientalistas – nada muito chato e insistente – temáticas comportamentais e a maior de todas, a temática da sobrevivência. A questão do romance, por ser um livro voltado para o público infanto-juvenil, está ali claramente e inevitavelmente, mas fica atrás de todo o confronto principal, na verdade é uma consequência de todo o evento, até porque a autora não seria tola de colocar uma adolescente a apaixonada em meio a flechas, sangue e fogo.

> O filme resolveu mostrar mais um ângulo controlador da mídia e se saiu bem com isso, pois no livro não há a oportunidade de se mostrar tanto esse lado, pois tudo acontece sob o ponto de vista de Katniss, e como a escritora do livro também é roteirista, tudo ficou na mesma linha de pensamento. Jennifer Lawrence é só talento e beleza o tempo todo. O elenco inteiro se sai muito bem em seus personagens, mas o destaque, de longe vai para, além de Jennifer, Stanley Tucci que se mostra ao mesmo tempo natural e bem caricato. A direção de Gary Ross é madura e intensa, na verdade o filme todo é bem desenvolvido, vê-se que todos os detalhes, e o filme é cheio deles, foram levados a sério.

> Por ser o primeiro de uma saga, “Jogos Vorazes” ganha destaque por sua imponência e coragem de mostrar sua ideia principal sem se conter com medo de não fazer sucesso. É um filme de um riquíssimo potencial que soube dosar todas as suas habilidades de acordo com as necessidades. É envolvente e frenético em todos os momentos.