10 de janeiro de 2013

O Hobbit: Uma Jornada Inesperada (The Hobbit: An Unexpected Journey) !


> A aventura segue a jornada de Bilbo Bolseiro, que é levado à épica missão de retomar a posse do reino dos anões, Erebor, do dragão Smaug. Abordado inesperadamente pelo mago Gandalf, o Cinzento, Bilbo se encontra no meio de treze anões liderados pelo guerreiro Thorin Escudo-de-Carvalho. A jornada os levará ao desconhecido, por terras repletas de Goblins e Orcs, lobos selvagens, aranhas gigantes, metamorfos e feiticeiros. Apesar de sua missão estar no leste, nas desoladas terras da Montanha Solitária, primeiro eles devem passar pelos túneis dos Goblins, onde Bilbo encontra a criatura que mudará sua vida para sempre, Gollum. Aqui, sozinho com Gollum, às margens de um lago subterrâneo, o discreto Bilbo Bolseiro não apenas descobre sua astúcia e coragem, mas toma posse do "precioso" anel de Gollum, um objeto com inesperadas qualidades. Um simples anel que muda o destino da Terra Média de formas que Bilbo não consegue nem começar a compreender.

> De começo o filme não deve ser comparado em nada com a trilogia de "O Senhor dos Anéis" porque essa é baseada, como se espera de uma trilogia, em três livros e são romances voltados para o público adulto, com temáticas envolvendo um pouco de política e bastante guerra. Já "O Hobbit" é um livro rápido feito para o público infantil, com um tom mais de fábula e menos de, digamos, ação e violência. E assim como os livros, os filmes não têm muita coisa em comum, apenas o fato de serem trilogias.

> E aí está o grande problema, mesmo que negados por alguns fãs, de O Hobbit: Uma Jornada Inesperada. Como no livro, tudo é mais leve, colorido e gracioso do que a trilogia do Anel, porém a ideia de ter transformado "O Hobbit" em uma trilogia fez com que fossem adicionados personagens e tramas inúteis ao desenvolvimento do filme, embora interessantes de ser acompanhadas. É um bom enxerto de roteiro para quem admira as obras de Tolkien, mas pode se tornar enfadonho para quem tem contato pela primeira vez com o material.

> Em quesitos técnicos tudo é maravilhosamente executado. Ótimos efeitos, direção de arte e maquiagem impecáveis e uma envolvente trilha sonora. Peter Jackson prova aqui que é um excelente contador de histórias e sabe como dosar as cenas de aventura com o humor e/ou a seriedade. Martin Freeman parece ter nascido para o personagem do jovem Bilbo e os anões também conseguem deixar suas características bem definidas em cena.

> É bom ver a Terra Média de volta aos cinemas e ver, ou rever, personagens bastante carismáticos das obras de Tolkien, só espero que - e creio que acontecerá, pois há mais pano para a manga – nos próximos filmes seja adicionado mais material de "O Hobbit" e menos de outras obras literárias do autor.