4 de abril de 2014

Diana!

> Diana conta a emocionante trajetória dos dois últimos anos de vida da famosa princesa de Gales (Naomi Watts). Depois de conhecer o cirurgião paquistanes Hasnat Khan (Naveen Andrews), Diana vive um intenso romance com o médico, tornando-se então o grande amor de sua vida.
> Quem não acompanhou o material de divulgação do longa e está esperando uma cinebiografia completa de Diana, esqueça e procure um documentário, pois o filme de Oliver Hirschbiegel foca nos dois últimos anos de vida da princesa e, especificamente, no romance dela com o cirurgião paquistanês Hasnat Khan. E é por isso que o filme se desenvolve de uma maneira instável, a impressão que o espectador tem é que está assistindo hora a um drama biográfico e noutra a um romance do mais piegas, embora essas duas metades caminhem intrinsecamente no enredo.
> O que há de mais interessante em Diana é sua abordagem intimista. A Diana que vemos no filme já está separada de família real e com isso não se importa com as pompas e parte dos compromissos (falarei sobre esse ponto mais a frente) que tinha em sua vida de princesa, oficialmente falando. Na verdade, a realeza só é citada, pois enfim é o que causou todo o furor e transtorno na vida de Diana e porque, afinal, ela é a mãe dos herdeiros reais. Sendo assim a família real, nas poucas vezes que aparece e é citada, tem mais o sentido de família do que de realeza. Uma escolha interessante do diretor é dar ênfase, em diferentes situações, aos olhos de Naomi, a qual conseguiu reproduzir exemplarmente os expressivos olhares de Diana.
> Diana mostra que a princesa não perdeu sua simplicidade e solidariedade mesmo tendo ascendido socialmente e mostra também que, apesar de ser uma mulher apaixonada e sensível, se preocupava em mostrar ao mundo que continuava sendo uma mãe dedicada, uma políticapreocupada e mulher forte. Além dos segredos do romance, o que também chama a atenção é a forma com a qual Diana usou a sua influência na mídia e a popularidade para mostrar que continuava a mesma mulher mesmo depois do divórcio – e a filantropia teve papel essencial na construção dessa imagem e ainda ajudar a firmar a sua posição de vítima na separação com o marido que a traía.
> O filme tem seus bons momentos ao reproduzir a vida pública de Diana, porém se perde um pouco com falas prontas nas cenas intimistas com Hasnat. Cinebiografias sempre são desafios, ainda mais quando se trata de personalidades populares e, principalmente, quando ainda recentes na memória do povo. E e é por isso que Diana é um trabalho que merece ser visto, mesmo com seus muitos descompassos como obra cinematográfica.

0 comentários:

Postar um comentário