5 de abril de 2014

Django Livre (Django Unchained)!

> Django (Jamie Foxx) é um escravo comprado pelo caçador de recompensas alemão Dr. King Schultz (Christoph Waltz) para auxiliá-lo em uma missão. A dupla acaba fazendo amizade e, após resolver os problemas do caçador, parte em busca por Broomhilda (Kerry Washington), esposa de Django. Para isso, eles devem enfrentar o vilão Calvin Candie (Leonardo DiCaprio), proprietário da escrava.
> Django Livre é mais um divertidíssimo filme de Quentin Tarantino. Para aqueles que não gostam que resgatem o passado, acharão de cara um filme desrespeitoso para com os escravos, bem como fora Bastardos Inglórios para os nazistas e até mesmo para os judeus, porém deve-se ter em mente ao assistir um filme de Tarantino que o humor negro ali presente ‘só’ tem intuito de mostrar parte da realidade da época e satirizá-la. O diretor mais uma vez abusa de seu estilo e de sua carga de conhecimento que tem sobre os mais diferentes tipos de filme, dessa vez dos westerns, e faz uma aventura cheia de referências e homenagens.
> Leonardo DiCaprio e Samuel L. Jackson estão espetaculares em seus papéis e são atrações à parte do filme. Porém Christoph Waltz deixa um pouco a desejar, tanto nas piadas quanto nos cacoetes, o ator parece está repetindo seu deslumbrante papel de Bastardos Inglórios só que em contextos diferentes. Na verdade tudo continua muito característico e escrachado nos filmes do diretor, como se tudo aquilo não passasse de uma caricatura. Os sotaques são gritantes, a violência é fácil e rapidamente encontrada e tudo que já se espera do estilo Tarantino de filmagem. Talvez por não ter essa atitude de seriedade é que ele fique mais divertido.
> O todo do filme me agradou bastante, apesar de alguns errinhos notáveis de continuação, uma montagem meio falha e algumas cenas irrelevantes – a cena com Jonah Hill é digna dos primeiro filmes do ator e poderia ficar apenas em uma versão de diretor do filme. Não sei se Django Livre foi feito para ser levado à serio, ou apenas para homenagear os westerns, ou uma sátira, (ou até os três juntos), apenas sei que o longa é válido por ter ótimos diálogos, tomadas longas excepcionalmente construídas e por trazer um frescor ao gênero western atualmente cansado.

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