4 de abril de 2014

É o Fim (This is the End)!

> A comédia É o Fim acompanha seis amigos presos em uma casa após uma série de eventos estranhos e catastróficos devastarem Los Angeles durante uma festa na casa do ator James Franco (de 127 Horas). Enquanto o mundo entra em colapso do lado de fora,os suprimentos estão acabando e os ânimos ameaçam acabar com a amizade deles. Eventualmente, são forçados a sair da casa, encarando seu destino e o verdadeiro significado de amizade e redenção.
> De início não é fácil saber qual destino que a comédia tomará. Um espectador com menos conhecimento do filme pode até julgar precipitadamente que será tudo bastante previsível, porém sentirá que estava errado logo nos primeiros 30 minutos. Quando os atores Seth Rogen, Jonah Hill, James Franco e Jay Baruchel se encontram em alguma comédia é certo que a amizade entre os personagens que interpretam será a grande temática emocional. Em É o Fim não é diferente, porém em vez de personagens fictícios, os atores se interpretam e mostram que, no filme, suas vidas são um reflexo de seus personagens. A comédia já começa a chamar a atenção por essa questão de mostrar as suas próprias realidades. Assim, fica fácil prender o interesse do público a cada celebridade nova que aparece nessa grande reunião de personalidades de Hollywood – ótima iniciativa para obter, também, mais lucro.
> A grande vitória do filme – se assim posso chamá-lo -, não está bem na originalidade em si, mas nas metapiadas onde os atores ironizam os seus piores trabalhos, a rotina de vida como celebridades e todo meio social de Hollywood. A produção é recheada de easter eggs com os atores e piadas internas – feitas especialmente para quem acompanha os trabalhos deles, sejam dignos de Oscar ou não. No mais, tudo que acontece depois do início do apocalipse é absurdamente e estupidamente engraçado – e se você se identifica com o humor nonsensecaracterístico dos atores, vai adorar.
> É o Fim prova que não ser apenas uma comédia sobre o poder da amizade, como as tradicionaisbromances realizadas por eles próprios em suas carreiras, mas também uma comédia sobre uma imensa lista de bobagens que giram em torno de – e entre outras coisas -, sexo, machismo e final feliz – como em seus tradicionais bromances -, além de uma bagunçada tentativa de mensagem religiosa, despreocupada e não intencional. Estupidamente hilariante.

0 comentários:

Postar um comentário