5 de abril de 2014

O Hobbit: A Desolação de Smaug (The Hobbit: The Desolation of Smaug)!

> Após sobreviver ao início de sua jornada inesperada, o grupo continua em direção ao Leste, encontrando no caminho o metamorfo Beorn e aranhas gigantes da traiçoeira Floresta das Trevas. Após escapar do cativeiro dos perigosos Elfos da Floresta, os anões viajam para Esgaroth, a Cidade do Lago, e finalmente chegam à Montanha Solitária, onde precisam enfrentar o maior perigo de todos – uma criatura mais aterrorizante que qualquer outra, uma que testará não apenas o nível da coragem dos aventureiros, mas também os limites de sua amizade e a sabedoria da própria jornada – o dragão Smaug.
> Fico feliz em dizer que O Hobbit: a Desolação de Smaug é melhor em tudo em comparação com o primeiro filme. Na metade do filme compreendemos a necessidade de muitos dos enxertos feitos em Uma Aventura Inesperada – uma vez que quiseram transformar em três filmes, de cerca de duas horas cada um, um livro relativamente curto – mas que comprometeram o andamento do primeiro capítulo. O ponto mais positivo de A Desolação de Smaug está mesmo no roteiro. Agora sim vemos – falando como quem leu o livro – a história tomar um destino. Apenas em 40 minutos de filme temos a impressão de que vimos a história “andar” mais do que em todo o primeiro filme.
> O livro O Hobbit fora escrito originalmente para ser voltado ao público infantil, uma fábula à lá Tolkien, e esse espírito de fábula está em cada segundo do filme, no humor, mais sutil, e na ação que marca toda a segunda parte da trilogia. Sem tirar o tom original do livro, Peter Jackson adicionou sua identidade ao filme ao tornar mais épicas e detalhadamente construídas algumas cenas que no livro são simples e rápidas. No segundo filme todas as adições de tramas e personagens só agregam valor ao ritmo constante da produção. Entre as edições louváveis está a elfa Tauriel vivida pela bela e talentosa Evangeline Lilly (a eterna Kate do seriado Lost). Quanto a técnica, Peter Jackson se mostra mais uma vez bem caprichoso nas criações de cenários, efeitos e todo tipo de argumento visual que ajuda a remontar a Terra Média de Tolkien no cinema. É o excesso de confiança que traz mais energia aos filmes do diretor, ele não poupa recursos para que o público possa imergir cada vez naquilo que está vendo.
> A Desolação de Smaug é uma aventura tipo família que o cinema ainda não tinha visto em 2013, onde existe comprometimento por parte da produção e não requer uma profusão de questionamentos rasos e desnecessários, ou então uma surra de efeitos visuais apenas para somar alguns minutos. O receio que se tinha há um ano de que transformar dois filmes em uma trilogia poderia prejudicar a construção de O Hobbit se perde com o surgimento do dragão Smaug com sua forte personalidade e estética que o torna impossivelmente real. O filme se encerra em grande estilo abrindo espaço para uma conclusão que tem tudo para ser colossal – assim os fãs esperam.

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